segunda-feira, 29 de outubro de 2007



O QUE ME MATA NÃO É SABER QUE FOI O INIMIGO QUE DESTRUIO-ME
O QUE ME MATA É SABER QUE ESTOU MORRENDO PELOS AMIGOS
Sim são os meus amigos que não enxergaram o obvio
O que era necessário ter feito para eu poder continuar viva
Nesta hora percebi que realmente estamos em uma selva de concreto armado
Cada um por si e salvem-se quem puder

Mas quem sou eu que nada ensinei?
Será que não fiz a diferença?
Fui assim tão mesquinha, injusta?
Não me dei ao exemplo esses anos todos?
Dei liberdade por demais?
Ou o que não pude perceber?

Deus! Como dói ver a amargura estampada neles
A maldade dissimulada
A falsidade mascarada
A solidariedade disfarçada
O lobo vestido de ovelha

Deus! E aqueles que acreditaram no sonho...
Que ousaram a voar...
Acreditar em mudanças
Que as muralhas cairiam
Que o bem venceria o mau

Bastaria a união de forças
A luta árdua
Empenho constante
Disposição a toda hora
Amor no realizar

Como explicar a perversidade
A luta desleal
A dizer que não é o bem coletivo o objetivo
E sim o próprio umbigo
O poder, o ego, a ambição...

Haverá descanso nessas vidas?
Poderão em paz estar?
Creio que sim, é mais fácil não enxergar
A culpa apontar
E inocente ficar

Mais um castelo foi derrubado
Mais um sonho desfeito
Uma vida anulada
Desprezada, abandonada
Desvalorizada

Esses anos todos não fiz nada?
Rosemary

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Quem sou eu

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Sou...uma eterna sonhadora... estou em contrução... sempre em construção... hoje já não sou o que fui ontem... Graças a Deus!