
Posso, sei que posso.
Posso sim
Gritar bem alto
Para todo mundo ouvir
“Que não me calo”
Mesmo que tenha um preço
O preço do abandono
Posso sim
Lutar da minha forma
Ao meu modo
Mesmo sem a compreensão de muitos
Mesmo sendo reconhecida como traíra
E também como consequência o abandono
Posso sim
Refugiar-me
Para poder pensar
Adquirir o equilíbrio
Estar em paz para pensar
E assim poder ajudar
Posso sim
Nada explicar
Nada justificar
Para o inimigo não se mostrar
Para o inimigo se confundir
Preocupar-se
Posso sim
Observar
Refletir
Avaliar
Ponderar
Considerar
Posso sim
Ser cuidadosa
Estudiosa
Atenciosa
Amigável
Amável
Posso sim
Virar o jogo
Irritar
Aborrecer
Atentar
Atirar, intrigar
Posso sim
Importunar
Empreender
Provocar
Cansar o oponente
Deixa-lo desacreditado, vulnerável.
Posso sim
Dividir as forças do inimigo
Induzir
Incutir
Incitar
inebriar
Posso sim
Influir
Animar
Insuflar
Excitar
O inimigo a errar
Posso sim
Esperar o momento
Ter paciência
Prudência
Planejar
Arquitetar
Posso sim
Desistir
Desanimar
Mudar de vida
Não querer mais
Sossegar
Posso sim
Animar
Guerrear
Enfrentar
Defender
Lutar
Posso sim
Ser eu somente eu
Sem interferência
Sem influencia
Somente minha decisão
De não perder o rumo
Mas o que não posso
É deixar de colher as conseqüências do meu ato
Devo saber que aquilo que planto irei colher
Que se omissa pagarei no futuro de meus netos
Que se covarde posso ver meus amigos sofrerem
Que a inércia leva a acomodação.
Que a satisfação leva a sossegar, adormecer.
Tenho um pensamento de Martin Luther King
Que tem falado muito em meu íntimo que é:
“NOSSA GERAÇÃO NÃO LAMENTARÁ TANTO OS CRIMES DOS PERVERSOS QUANTO O ESTARRECEDOR SILÊNCIO DOS BONDOSOS”.
Rosemary Sanches Teixeira

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