sábado, 11 de agosto de 2007

O meu desejo




Desejo


Desejo tratar as pessoas como gostaria de se tratada. Quero fazer pelas pessoas o que gostaria que fizessem por mim, mesmo que tenha que pagar um preço por isso, mas que possa ser eu diferente nesta sociedade capitalista, egoísta, individualista, materialista, onde o descaso impera, e o desamor. Hoje identificamos a indiferença de um povo ao sofrimento alheio, as dificuldades, onde cada um está mais preocupado com o seu eu, deixando sempre de lado a necessidade coletiva da população.
Tenho participado de várias reuniões com a comunidade, e verifico que a maioria dos participantes não estão nem aí para a população, o que na realidade almejam é se projetarem politicamente como pessoas participativas e defensoras de bens comuns, que sabemos ser pura demagogia, e exibicionismo.
Por tudo que vejo e desprezo, quero falar menos e agir mais, colocar-me a disposição deste povo sofrido, acomodado, desesperançado, inerte, que não consegue mais ver possibilidades de mudanças, e ali passam à vida fazendo o que o governo dita, recebendo esmolas, e sobrevivendo pacificamente, sendo rotulados como vagabundos, desgraçados, onde se apropriam dessas falas, que se tornam realidade, de tanto a mídia promover.
. Também sei que para tudo há um preço, um caminho a ser percorrido, uma decepção, traição, luta, mas busco forças, direção, sabedoria para poder ir avante, corajosamente, deixando de lado o medo, as ameaças, as falas dos que não querem as mudanças, e que eu deixe o escuro claro.
Deixo aqui registrado o meu amor a este povo, aos meus funcionários, a todos que passaram pelo meu caminho, que sempre vou olhar para eles, mas centrada na verdade, que momentaneamente se mostra e condiz com a realidade que se faz presente na minha vida, visualizada, provada, e até que se prove o contrário permanecerei firme no que acredito no que creio ser o melhor, não deixando ser prisioneira de falsas convicções e aberta para novos horizontes e soluções aos problemas diagnosticados e vivenciados por muitos.
Não quero fazer parte dos bondosos que se calam diante de fatos, relatos, indignações. Não quero arrepender-me de não ter feito nada, de ficar no se eu tivesse feito, se eu tivesse falado, se eu... Também quero a prudência dos sábios, saber o momento de agir, falar, e batalhar para mudanças, transformações e não para uma guerra sem fim, onde o que está em jogo é a política e não a necessidade do povo.
Que eu permaneça até o fim no meu sonho, que ele nunca vire pesadelo, por descuido ou falta de determinação, constancia nas lutas e sedução para a cobiça, levando a desviar-me do alvo, dos meus objetivos, do que é certo, do que é verdadeiro, caindo em armadilhas do egocentrismo, do meu eu.
E no mais, mesmo que eu não possa ver este mundo transformado, que eu possa ver as sementes germinando, a esperança surgindo, o terreno arado, preparado para um futuro melhor, mais humano, com mais amor, solidariedade, verdade.


Rosemary Sanches Teixeira Molina

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